terça-feira, 22 de outubro de 2019

Me poupe professor!







Oieeeee... Educação financeira é meu grande amor, desde que descobri de forma efetiva e venho vendo o resultado das atitudes tomadas no meu dia a dia, agradeço por esse amor ter chego a tempo de mudar, a tempo de incluir e aproveitar.

Infelizmente somos frutos de uma geração que não conseguiu em sua maioria passar o conceito aplicado na vida de seus filhos e alunos, mesmo demorando a descobrir me sinto feliz, afinal hoje sonhos como casa própria e carro zero financiado não fazem parte do meu vocabulário, antes fazem parte, fundo de emergencia, pagamento de dívidas, economia do lar e investimento. #aiquefesta

Nos últimos meses todos os principais defensores da bandeira para Educação Financeira estão em festa (eu me incluo entre eles já). É que a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) incluiu o assunto nos temas transversais que deve ser comum nos estados e municípios. É motivo de festa mesmo, pois meus filhos e netos vão ter uma educação financeira revolucionária em casa e na escola, oportunidade que eu não tive, ou só tive acesso depois de muito sofrer aos 41 anos de idade.

Ao contrário do que se sabe, a lei para o ensino fundamental está em vigor desde 2016 com  PROJETO DE LEI N.º 4.915, DE 2016, que diz:

 Art 26. § 10 Consumo e educação financeira serão temas integradores dos componentes curriculares nos diversos níveis da educação básica.”

Ao contrário do que muitos pensam não é uma disciplina especifica, mas sim deveria ser. Ela entra nos temas transversais junto com educação para o trânsito e tantos outros, mas para mim o que difere a importância do que deveria ser disciplina, é justamente que se tendo liberdade financeira ( e isso é questão de saber fazer e não do quanto se ganha) você acaba se moldando em tantos outros temas.

Na BNCC ela aparece especialmente num contexto de desenvolvimento de habilidades do 5 ao 9 ano, ensino médio, mas deveria ser disciplina também na graduação.

Importante destacar o conceito de Educação Financeira, criada para desenvolver no indivíduos atitudes e mentalidade para planejar sua vida, tomar decisões assertivas e saber investir o dinheiro que garante liberdade financeira.

O tema é multidisciplinar, será estudado em disciplinas como história, língua portuguesa, arte, geografia, afinal a vida financeira está em todos os lugares da vida de uma pessoa.

Obviamente é um avanço, mas ainda está longe do que deveria ser, considerando por exemplo que não haverá 1 professor especifico, já que não disciplina, mas tema transversal, considerando que esse mesmo professor não teve uma longa caminhada de ao menos 200 horas para preparar aulas que mude de fato o mindset do aluno.

Sobre o professor da disciplina então, é um capitulo a parte considerando que:

Para Claudia Forte, Superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF Brasil), os educadores sentem dificuldades em ensinar a temática aos alunos. “O professor ganha mal, gasta mal e, como cidadão, não é valorizado”. Se fizermos uma pesquisa, em cidades em que os governos fazem convênios com bancos de crédito consignado, o professor é o primeiro a fazer contratos de empréstimo, chegando a pagar 4 vezes o valor do crédito em juros, o que para um educador financeiro é inadmissível, já que o que se deve é ganhar juros em bons investimentos e não pagar juro.

Capacitar os professores é o primeiro passo neste processo, mas ainda não é realidade em muitos Estados e municípios. Exceção é o Tocantins, que oferece atividades nas 425 escolas estaduais, espalhadas em 149 municípios. Uma rede de 150 mil alunos, que conta com 4 mil professores treinados para lidar com o assunto. Tanto em aulas quanto em gincanas, concursos e ações sociais.

Eu como defensora da educação financeira e professora não estou parada, já venho estudando o assunto e posso dizer, tem muita gente boa abordando o assunto de forma gratuita na internet, a FGV ON LINE, também oferece cursos de 20horas bem interessantes com certificação e gratuito. O importante é se movimentar, entender o movimento, que vai ter impacto direto na vida do profissional, estou vendo na minha e principalmente na vida de seus alunos. 

Um Brasil menos endividado agradece. E você professor, vai ficar parado ai não né.



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