Oieeeee... Educação financeira é meu
grande amor, desde que descobri de forma efetiva e venho vendo o resultado das
atitudes tomadas no meu dia a dia, agradeço por esse amor ter chego a tempo de
mudar, a tempo de incluir e aproveitar.
Infelizmente somos frutos de uma
geração que não conseguiu em sua maioria passar o conceito aplicado na vida de
seus filhos e alunos, mesmo demorando a descobrir me sinto feliz, afinal hoje
sonhos como casa própria e carro zero financiado não fazem parte do meu
vocabulário, antes fazem parte, fundo de emergencia, pagamento de dívidas,
economia do lar e investimento. #aiquefesta
Nos últimos meses todos os principais
defensores da bandeira para Educação Financeira estão em festa (eu me incluo
entre eles já). É que a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) incluiu o assunto
nos temas transversais que deve ser comum nos estados e municípios. É motivo de
festa mesmo, pois meus filhos e netos vão ter uma educação financeira
revolucionária em casa e na escola, oportunidade que eu não tive, ou só tive
acesso depois de muito sofrer aos 41 anos de idade.
Ao contrário do que se sabe, a lei para
o ensino fundamental está em vigor desde 2016 com PROJETO DE LEI N.º
4.915, DE 2016, que diz:
Art 26. § 10 Consumo e educação
financeira serão temas integradores dos componentes curriculares nos diversos
níveis da educação básica.”
Ao contrário do que muitos pensam não é
uma disciplina especifica, mas sim deveria ser. Ela entra nos temas
transversais junto com educação para o trânsito e tantos outros, mas para mim o
que difere a importância do que deveria ser disciplina, é justamente que se
tendo liberdade financeira ( e isso é questão de saber fazer e não do quanto se
ganha) você acaba se moldando em tantos outros temas.
Na BNCC ela aparece especialmente num
contexto de desenvolvimento de habilidades do 5 ao 9 ano, ensino médio, mas
deveria ser disciplina também na graduação.
Importante destacar o conceito de Educação
Financeira, criada para desenvolver no indivíduos atitudes e mentalidade para
planejar sua vida, tomar decisões assertivas e saber investir o dinheiro que
garante liberdade financeira.
O tema é multidisciplinar, será
estudado em disciplinas como história, língua portuguesa, arte, geografia,
afinal a vida financeira está em todos os lugares da vida de uma pessoa.
Obviamente é um avanço, mas ainda está
longe do que deveria ser, considerando por exemplo que não haverá 1 professor
especifico, já que não disciplina, mas tema transversal, considerando que esse mesmo
professor não teve uma longa caminhada de ao menos 200 horas para preparar
aulas que mude de fato o mindset do aluno.
Sobre o professor da disciplina então,
é um capitulo a parte considerando que:
Para Claudia
Forte, Superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF
Brasil), os educadores sentem dificuldades em ensinar a temática aos
alunos. “O professor ganha mal, gasta mal e, como cidadão, não é valorizado”.
Se fizermos uma pesquisa, em cidades em que os governos fazem convênios com
bancos de crédito consignado, o professor é o primeiro a fazer contratos de empréstimo,
chegando a pagar 4 vezes o valor do crédito em juros, o que para um educador
financeiro é inadmissível, já que o que se deve é ganhar juros em bons
investimentos e não pagar juro.
Capacitar os
professores é o primeiro passo neste processo, mas ainda não é realidade em
muitos Estados e municípios. Exceção é o Tocantins, que oferece atividades nas
425 escolas estaduais, espalhadas em 149 municípios. Uma rede de 150 mil
alunos, que conta com 4 mil professores treinados para lidar com o assunto.
Tanto em aulas quanto em gincanas, concursos e ações sociais.
Eu como defensora
da educação financeira e professora não estou parada, já venho estudando o
assunto e posso dizer, tem muita gente boa abordando o assunto de forma
gratuita na internet, a FGV ON LINE, também oferece cursos de 20horas bem
interessantes com certificação e gratuito. O importante é se movimentar,
entender o movimento, que vai ter impacto direto na vida do profissional, estou
vendo na minha e principalmente na vida de seus alunos.
Um Brasil
menos endividado agradece. E você professor, vai ficar parado ai não né.

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